Jun 28, 2010

amor criminoso

we tell our children lies to protect their innocence.
we lost our own innocence in discovering the nature of a lie.
the crime of love, then, is our own mortality.

Jun 9, 2010

Ela e Ela

As vezes ela se esqueceu em frente do televisão e andou na direcção da piscina. Quando ela não estava, se sentiu o sabor de pepinos, sem sal. Quando ela ficou em frente do televisão, assistindo os jogos de produtores de televisão, comeu pepinos com limão.

Ela queria nadar numa piscina cheia de pepinos e pimentos. Ela gostava de coisas picante. Tinha quemado sua lingua tantas vezes na cafézinho da manhã que não sentiu nada mais que um cherio de picante agora. Ela gostava de cheiros.

Ela adorava o cheiro de plástico velho. Sua sofá era de plástico velho. Sentada em frente da televisão, cheriou o plástico e se sentiu completa.

Ela odeia estar molhada. Gostava de nadar na piscina. Não gostava do momento de mudança entre seca e molhada. O anterior e o posterior colocado tão vividos na memória do pele lhe deixava com nojo. Era, sempre, um nojo de ser viva, de ser um sere que tem memórias.

A memória de um peixe-dourado só dura três segundos. (Os cientistas lembram tudo.)

Ela nadava como um peixe sem aletas. Quando ela nadava, usava um maiô velho. Era azul como azuleiros. Frágil como um azuleiro também. Não o usava em frente do televisão; tinha medo que os diretores de shows de realidade lhe espiariam e ficariam ahorrizados. Ela não entendia que os lentes das máquinas só tem um lado.

Peixes-dourados tem duas lentes, um para cada olho.

sound reflecions: observations from SF MOMA's Soundtracks exhibit

karthik and i went to the SF MOMA today to check out the last few bits of the soundtracks exhibit. we saw this great video work that i can&...